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Jalapão e seus encantos

Conhecer o Jalapão não é brincadeira não. Exige paciência, espírito de aventura e nada de frescura, mas o resultado é bastante compensador!
Localizado na região leste do Tocantins, o Parque Estadual do Jalapão encanta por suas águas cristalinas, dunas e paisagens incríveis. Possui uma área de 34 mil quilômetros quadrados com riqueza ímpar em recursos hídricos. Águas cristalinas e, muitas vezes morna, são uma das marcas desse lugar.

Em 2017 ganhou mais visibilidade após a Rede Globo de televisão gravar algumas cenas da novela O Outro Lado do Paraíso, além de um programa exclusivo no Globo Repórter. Antes disso, houve gravações do programa Survivor: Tocantins – um reality show da Rede CBS – e do Largados e Pelados, da Discovery Channel.

A série “O Brasil visto de cima” produziu um vídeo exclusivo sobre o Jalapão que pode ser assistido neste link.

Os pontos turísticos são de difícil acesso, o que deixa tudo mais interessante, pois o acesso só é possível com veículos de tração 4×4 e um guia experiente.

Vimos alguns corajosos em carros baixos se aventurando nas estradas nos arredores de Ponte Alta do Tocantins – o portal do Jalapão -, porém, com para-choques quebrados e alguns até mesmo sendo resgatados por caminhões guincho. Atolar também não é surpresa por esses lados, onde a única opção é esperar por um socorro amigo. A distância e o isolamento dificultam qualquer problema dessa ordem.

Carro atolado nas areias do jalapão
Carro atolado nas areias do jalapão

 

Bom, vamos falar de nossa viagem. No início pensávamos em alugar um carro e ir por conta própria, mas depois de pesquisar muito, desistimos. Os relatos que encontramos em outros sites nos preveniram quanto ao estado das estradas, areião, buracos e precariedade de sinalização. É tudo verdade! Certamente, a contratação de um guia com experiência na região e veículo 4×4, agiliza, significativamente, o acesso à maior parte dos atrativos.

Assim, na pesquisa por agências de turismo, a que nos ofereceu o melhor pacote foi BURITI ADVENTURE, do Oziel. Maior variedade de passeios, com pousada e refeições inclusas.

No local, também é possível contratar o aluguel de veículos – tipo 4×4 -, cuja diária inclui o serviço do motorista/guia local, combustível e eventuais despesas do veículo. Com preços bastante assemelhados aos tradicionais aluguéis de veículo, a opção apresenta diversas outras vantagens, como o auxílio do “contratado” nas escolhas de hospedagens, locais de alimentação, montagem do melhor roteiro e a principal: a experiência nas estradas da rústica região do Jalapão, que não é tarefa fácil.

Buriti Adventure (WhatsApp Oziel) : 63 9 8424 5822

WhatsApp Carlos (condutor particular) : 63 98471 8959

DICA: Devido às condições das estradas, somada à distância a ser percorrida, é aconselhável levar pouca bagagem, de preferência uma mochila com o essencial. Assim evita-se danos às malas, que muitas vezes são acomodadas na grade superior do veículo (envolvidas em uma lona), onde chacoalham muito.

Nosso roteiro com a Buriti:

DIA 1

Como combinado, nos buscaram no hotel em Palmas às 8h e, após nos juntarmos ao grupo formado 20 pessoas, distribuídas em quatro camionetes (L-200 e Pajeros), seguimos para Taquarussu, distante 20km de Palmas, para conhecermos as cachoeiras Escorrega Macaco e da Roncadeira.
Taquarussu, por suas inúmeras cachoeiras, é uma opção riquíssima para quem estiver nos arredores de Palmas.

Cachoeira Escorrega Macaco - Jalapão
Cachoeira Escorrega Macaco

 

Na Roncadeira é possível fazer rapel a um custo de R$100. A água é bastante gelada!

Cachoeira da Roncadeira - Jalapão
Cachoeira da Roncadeira

 

O almoço foi em Ponte Alta, na casa do Oziel, e devo dizer que estava um espetáculo. Sua mãe cozinha maravilhosamente bem, além de preparar um belo cafezinho e sobremesa com compotas caseiras, hummmm.
De barriga cheia seguimos para a Cachoeira do Soninho, onde infelizmente não é possível banhar. Mas um pouco antes da queda há uma ótima área de banho.

 

Cachoeira do Soninho
Cachoeira do Soninho

 

Para finalizar o dia fomos ver o pôr-do-sol na pedra furada e, devido ao período de alta temporada havia muitaaa gente. Mas, ainda assim, valeu a pena!

Morro Pedra Furada

 

Pôr-do-sol na Pedra Furada

 

A noite caindo no Jalapão

 

DIA 2

Dia de conhecer o Cânion Sussuapara e a Lagoa do Japonês. Para isso saímos às 8h, como sempre, já preparados para muito sacolejo e poeira.
Segundo um dos guias do grupo, sussuapara é o nome de uma espécie de veado, habitualmente avistado em regiões de “veredas”, como a que está localizado o cânion. Além disso, há relatos de que onças andam por alí. Afinal, onça também bebe água.

Cânion Sussuapara

A Lagoa do Japonês encontra-se a 32 km do município de Pindorama-TO e, o acesso, para não fugir à regra, não é dos mais fáceis. Contudo, é um dos poucos locais possíveis de acessar de carro baixo (talvez não sem prejuízos).

Almoçamos uma galinha caipira preparada em fogão à lenha, num sítio bem perto da Lagoa e de lá seguimos para a encantadora Lagoa do Japonês. Água extremamente cristalina, permeada com pedras cortantes nas partes rasas e uma gruta de tirar o fôlego!

 

Lagoa do Japonês

 

Lagoa do Japonês

 

É possível alugar um barco a remo para quem não quer se molhar – o que é difícil, mas acontece.

Lagoa do Japonês - Jalapão

 

A cor da água impressiona. Em alguns pontos é verde como esmeralda e em outros um azul que nem sei como descrever.

Há uma pequena gruta nessa parte da Lagoa

 

Lagoa do Japonês

 

Esse foi um dos dias mais cansativos, pois andamos em torno de 200 quilômetros.

 

DIA 3

Check out em Ponte Alta do Tocantins, pois o destino do dia era a cidade de Mateiros.

No percurso, o primeiro atrativo foi a Cachoeira da Velha, de visual incrível, porém, sem banho, que foi em uma prainha próxima, com águas mais calmas e onde finaliza-se o passeio de rafting que pode ser contratado na cachoeira a um custo de R$ 200,00.

A caminho da Cachoeira da Velha

 

Entrada da Cachoeira da Velha

Cachoeira da Velha

 

Cachoeira da Velha - Jalapão

Cachoeira da Velha

 

Nesse dia o almoço foi lanche, pois não há opções de restaurantes nas imediações. Tudo preparado com bastante cuidado e muita variedade entre frutas, pães e biscoitos.

Cachoeira da Velha
Área mais abaixo das quedas onde paramos para almoçar e nos refrescar.

 

Em seguida, fomos para as Dunas do Jalapão formadas pelas partículas de areia que o vento leva das montanhas próximas.

 

A caminho das Dunas

 

Pequena trilha para chegar as Dunas

 

Não há repelente que dê conta das mutucas desse lugar.

Dunas de Areia do Jalapão

 

Dunas de Areia do Jalapão

Dunas de Areia do Jalapão

Arara avistada durante a trilha de chegada às Dunas

 

Tivemos a grande sorte de encontrar a dona das Dunas em casa, toda poderosa em seu altar. Nos despedimos e partimos rumo à Mateiros.

Estrada que da acesso às Dunas do Jalapão

 

Perceba a quantidade de areia, carro baixo não passa por aí!

 

DIA 4

Dia de conhecer os fervedouros!
O primeiro fervedouro do dia foi o do Ceiça.

Fervedouro do Ceiça

 

É uma sensação incrível. Por mais que você tente não conseguirá afundar. A água brota com bastante força e numa temperatura bastante agradável, quase morna.

Como há muitos visitantes o tempo de permanência dentro do fervedouro é de 15 minutos por grupo de no máximo 6 pessoas. A limitação do número de visitantes se deve à questão de impacto ambiental.

Em seguida fomos para a comunidade quilombola Mumbuca, onde é possível comprar artesanatos de capim dourado, além de um bom cafezinho.

Casa de venda de artesanatos

 

Venda de artesanatos feitos com capim dourado

 

A próxima parada foi o Fervedouro do Rio do Sono, onde também há estrutura de restaurante. Apesar de parecerem todos iguais cada um tem sua beleza e particularidades, como a pressão da água, temperatura, tamanho e vazantes. ´

Fervedouro do Rio do Sono

 

Fervedouro do Rio Sono

 

Fervedouro do Buriti

 

Ainda visitamos o fervedouro Buriti e finalizamos o dia na Cachoeira do Formiga. Água cristalina e gelada!

 

Cachoeira do Formiga

 

Cachoeira do Formiga

Rio Formiga

 

DIA 5

O último dia, como não podia ser diferente, também foi cansativo. Pernoitamos em São Félix, que fica a 250km de Palmas.
Iniciamos o dia conhecendo o Fervedouro Bela Vista, que é o maior dos fervedouros.

Fervedouro Bela Vista

 

Conforme a incidência do sol na água a cor muda, assim, a cada minuto que passa a cor da água fica mais bonita.

Fervedouro Bela Vista

 

40 minutos de estrada e chegamos ao próximo: Fervedouro Alecrim.

Fervedouro Alecrim

 

Nosso almoço foi no sítio onde está localizada a Cachoeira das Araras. Uma das que mais gostamos! Não é muito alta nem muito grande, mas tem uma cor linda, água gelada, limpa e de fácil acesso, apenas 500 metros de trilha. O ponto mais profundo tem em torno de 2,10 metros.

Cachoeira das Araras

 

Por volta das 13h30 partimos rumo a Palmas, pois o trecho era longo. No caminho paramos para apreciar a Serra da Catedral e o Morro Vermelho, que fazem parte do roteiro proposto.

Morro da Catedral - Jalapão
Serra da Catedral

Chegamos em Palmas às 19h, como previsto.

É uma viagem cansativa, mas que tem sua recompensa. No total foram cerca de 950 quilômetros percorridos nesses 5 dias de aventura (Palmas – Ponte Alta do Tocantins – Mateiros – São Félix do Tocantins – Palmas).

Mapa do Jalapão

 

PARA VER O ÁLBUM DE FOTOS COMPLETO CLIQUE AQUI

 

Conheça o Jalapão! A melhor época é entre os meses de Junho a Agosto, quando praticamente não chove e o céu estará bastante azul, sem nuvens. Em setembro, costuma haver fumaça devido a queimadas, mas ainda é possivel aproveitar bastante suas belezas, aguas sempre transparentes e limpas, porém as estradas tendem a estar em pior estado por conta do grande fluxo de veículos. Os dias são ensolarados e quentes e noites bastante frescas, na casa dos 19 graus.

Não deixe de levar repelente, protetor solar, chapéu, óculos de sol e agasalho para as noites mais frias.