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De Porto Velho-RO a Cusco-PERU – Diário de Bordo

 
Um projeto antigo – conhecer as ruínas de Machu Pichu no Peru – passou a tomar forma a apenas duas semanas antes da realização. Dentre outros motivos, a rapidez e facilidade no planejamento se deu pela proximidade da fronteira Brasil/Peru, pois, residindo em Porto Velho-RO, decidimos seguir a rota terrestre até nosso destino, e agora compartilhar um pouco dessa experiência:
 
Trajeto Porto Velho-RO a Cusco-Peru
Trajeto Porto Velho/RO – Cusco/Peru


Acesse o link //goo.gl/maps/1Xk8ic1tN6x para visualizar no Google Maps.
 
 
DIA: 27 e 28.08.2015
Há ônibus regulares entre Porto Velho e Rio Branco pela BR-364, e o tempo média para percorrer os 511,40 km é de 7 horas. Assim, saímos de PVH às 23h de quinta-feira e às 6h do dia 28.08.15 desembarcamos na capital do Acre. Apesar de haver ônibus para Assis Brasil (fronteira Brasil/Peru), devido à restrição de horários, optamos por pegar uma lotação, o que é bastante prático, uma vez que os taxistas da rodoviária abordam os passageiros oferecendo tal serviço. Na época pagamos R$ 95,00 por pessoa após um chorinho, já que o valor inicial era de R$ 100,00 (já é alguma coisa). 
 
Contudo, importante alertar que a maioria das lotações não vão direto para Assis Brasil (conforme acordado). Na verdade, seguem pela  BR- 317 até Brasiléia-AC, onde repassam os passageiros a outro taxista que esteja aguardando “lotar” o carro. A espera pode levar algum tempo até que consigam o número médio de 04 passageiros, havendo, porém, a possibilidade de se arcar com o valor total do trecho e seguir viagem. 

Apesar da distância entre Rio Branco e Assis Brasil ser de 342,5 km, e o trecho todo asfaltado, os buracos e remendos, além de uma certa lentidão do taxista em sair da primeira cidade, nos permitiram chegar à alfândega brasileira apenas por volta das 12h. 

Após registrarmos a saída no posto de controle da Polícia Federal, o que é bastante rápido, sem filas ou demasiada burocracia, tomamos uma espécie de van que, por 30 soles nos conduziria até Puerto Maldonado pela PE-30C e mais 225 km. O motorista parou na aduana peruana, que fica a uns 5 minutos da alfândega brasileira, para que registrássemos nossa entrada no país, o que também não demandou muito tempo. Após preenchermos um formulário e apresentarmos nossos passaportes, o agente da imigração perguntou a quantia de dias que pretendíamos ficar e, conforme respondido (15 dias) ele anotou na nossa permissão (informamos prazo um pouco maior para ter uma folguinha e não correr o risco de pagar multa).Ainda nesse local, em barracas dispostas do outro lado da rua, compramos alguns soles. Ficamos meio receosos, pois o local não refletia muita segurança ou confiabilidade mas, seguindo dicas de vários internautas, decidimos arriscar e trocamos todos nosso reais por soles. O câmbio na época já não era favorável – R$ 0,92, mas ganhamos um brinde – um refrigerante!!! Apesar do sabor diferente, veio bem a calhar pois o calor estava escaldante.  


Refrigerante Inca Kola - Cusco Peru
Refrigerante Inca Kola – Iñapari Peru
Nosso transporte não oferecia muito conforto, principalmente porque o ar condicionado não funcionava, somado às incontáveis paradas nos vilarejos ao longo do caminho em busca de mais passageiros e suas “inusitadas” bagagens (geladeira, armário, entre outras). Mas vale a experiência cultural.
 
Às 15h chegamos a Puerto Maldonado, onde o motorista da van nos indicou um local onde ainda encontraríamos almoço. Seguimos a pé por algumas ruas sem pavimentação, sob um sol escaldante até o restaurante que, mesmo não agradando muito pelo aspecto de pouca higiene, seria o que nos atenderia naquela primeira experiência gastronômica no Peru. Nos refrescando com uma gelada cerveja local – Cusquenha, provamos a refeição, na qual, além da salada de abacate, não poderiam faltar é claro, as batatas, base da gastronomia andina.
 

Almoço em Puerto Maldonado-Peru


Cerveja peruana Cusqueña



Após o almoço tomamos um “torito” (moto com carroceria) até a rodoviária para comprar as passagens até Cusco, com saída após às 21h. Enquanto aguardávamos circulamos a pé pela redondeza e, como não há o que se fazer, logo retornamos para um banho na própria rodoviária.
 
Em Puerto Maldonado é possível seguir de avião até Cusco, encurtando o tempo de viagem. As passagens podem ser compradas pela internet com antecedência, e os valores são em dólar.

Como há várias empresas rodoviárias que fazem o trecho Puerto Maldonado/Cusco, vale a pena pesquisar e chorar no preço, se atentando apenas para não ser enganado. Pois, na época pagamos 35 soles na passagem por um ônibus semileito, com ar condicionado e etc, porém, ao embarcarmos, notamos que estava muito quente. O motorista, assim como o “cobrador”, ao serem questionados, afirmaram que ligariam o ar condicionado, o que não ocorreu. Os demais passageiros se irritaram com nosso questionamento dizendo que no Brasil os serviços não são melhores e debochando, apontavam para a saída de ar no teto, dizendo que aquilo era o ar condicionado, já que o ônibus era lacrado e não possuía janelas. Sendo os únicos estrangeiros no ônibus achamos mais prudente cessar as indagações, por receio de reações mais extremadas.
 
Após algumas horas de muitooo calor, a temperatura simplesmente despencou. Um luar maravilhoso iluminava aquela subida interminável, permitindo vislumbrar as casinhas incrustradas na rocha. Aquela visão já abrandou qualquer insatisfação com o serviço do ônibus.
 
 
DIA: 29.08.2015
Às 5h chegamos em Cusco. A primeira impressão não agrada muito, pois mais parece uma cidade em “fase de construção”, com prédios inacabados. Na rodoviária apanhamos um taxi (por 8 soles) até o Peruvian Hostel (localizado a duas quadras da Praça das Armas) e, conforme o carro avançava pelas ruas, o cenário modificou-se totalmente, dando lugar a um centro histórico belíssimo e muito limpo.
 
Era nosso primeiro dia em Cusco e não queríamos perder tempo. Assim, após uma gentil recepção no hostel e um merecido banho quente, antes das 8h da manhã, já estávamos na rua.
 
Peruvian Hostel - Cusco/Peru
Peruvian Hostel – Cusco/Peru


A caminhada até a agência da Mariela (QORIANKA TOURS S.R.L), distando meia quadra da Praça das Armas, exigiu dos nossos pulmões mais do que imaginávamos. Uma ladeira leve de 40m pareceu ter 300m, por conta do efeito da altitude (em Cusco – 3399m).
 
Seguindo orientações, o primeiro dia foi planejado para que nosso organismo se acostumasse à altitude, dedicado a conhecer os atrativos do centro da cidade, sem esforço físico e com ingestão de comidas leves.
Em qualquer farmácia é possível comprar comprimidos para combater os efeitos da altitude (soroche), tendo ainda a opção de utilizar as folhas de coca, que produzem o mesmo efeito.
 
Praça das Armas - Cusco


Praça das Armas - Cusco
Praça das Armas – Cusco
De posse do “Boleto Turístico Del Cusco”, que garante ingresso a vários museus e atrativos turísticos, iniciamos nosso delicioso reconhecimento, passando pelo Museo Historico Regional, Museo de Sitio delQoricancha, entre outros. Nosso almoço foi no Mercado São Pedro, após comprar folhas de coca, tomar o famoso refresco de chicha morada e comprar alguns temperinhos: aji-amarilho, rojo, pimentinhas, entre outros. Um paraíso para quem aprecia a arte culinária.
 
Mercado São Pedro - Cusco/Peru


Mercado São Pedro - Cusco/Peru


Mercado São Pedro - Cusco/Peru


Mercado São Pedro - Cusco/Peru


Mercado São Pedro - Cusco/Peru
Mercado São Pedro – Cusco/Peru


Para finalizar o dia escolhemos um restaurantezinho com vista para a magnífica Praça das Armas, para provarmos um dos pratos típicos – Cuí (roedor). Apesar do bichinho ter pouca carne e muito tempero (o que esconde um pouco seu sabor), valeu a experiência. Como bebida, optamos pela aguardente de uva – o pisco.

Cuí (roedor) com batatas e pimenta em Cusco/Peru
Cuí (roedor) com batatas e pimenta


A essa altura, cerca de 20h local (2 horas a menos em relação a Brasília), a temperatura havia caído consideravelmente, o que reduziu o número de pessoas nas ruas. Seguindo a tendência, também nos recolhemos ao hostel.

 
Praça das Armas - Cusco/Peru


 
Praça das Armas - Cusco/Peru
Praça das Armas – Cusco/Peru
DIA 30.08.2015

Como o café do hostel era bastante simples, saímos a procura de alguma padaria ou estabelecimento similar, porém, diferentemente do Brasil, antes das 9h só encontramos um café tipicamente norte-americano (Jack’s Café), cuja clientela é predominantemente estrangeira.

Após o desjejum e, considerando que nosso primeiro passeio guiado estava marcado para o período da tarde, utilizamos o resto da manhã para conhecer mais alguns pontos da cidade e, sem querer, encontramos a famosa pedra dos 12 ângulos.

 
Passando por um beco cheio de lojinhas, avistamos pessoas tirando fotos em uma parede e prontamente um guia local se ofereceu para nos explicar a história das construções. Para nossa grata surpresa, seria o melhor guia de toda a viagem. Um estudante de história que não exigia pagamento (apenas o que quiséssemos ofertar), pacientemente e com um espanhol totalmente inteligível, mesmo para os que não tem muita familiaridade com o idioma, explanou todo o processo de construção pré-inca e inca, demonstrado pelo que restou da belíssima construção em que se encontra a pedra.
 
Pedra dos 12 ângulos em Cusco-Peru
Pedra dos 12 ângulos em Cusco-Peru


Parede Pré-Inca em Cusco-Peru
Parede Pré-Inca em Cusco-Peru


Parede Inca em Cusco/Peru
Contraste de paredes Inca e Pré-inca em Cusco/Peru



Assim que nos despedimos do guia, fomos abordados por mulheres que, com o fim de ganharem algum dinheiro dos turistas, colocam filhotes de lhama no colo de quem passa para tirarem fotografias.

 
Filhote de Lhama
Filhote de Lhama


Após o almoço, pontualmente às 13h o guia estava no hostel para nos apanhar e conduzir por um roteiro que abrange a própria cidade de Cusco e lugares nos arredores (duração das 14h às 18h45):
 
• KORICANCHA (TEMPLO DEL SOL);        
• Q’ENKO;
• SAQSAYAMAM;
• PUCA PUCARA; Y
• TAMBOMACHAY.
 
O problema de passeios guiados, devidamente formatados, é o tempo mais reduzido em cada local, o que compromete, em partes, o aproveitamento dos detalhes, como ocorreu conosco no Templo do Sol. Mas, de fato, sem guia, os passeios pelo Peru ficam um tanto sem sentido, a não ser que haja muita leitura e pesquisa prévia.
 
Os sítios arqueológicos são incríveis, suas proporções e engenharia sem igual.
Q’enko (sala mortuária) – Cusco/Peru
Saqsayamam - Cusco/Peru
Saqsayamam – Cusco/Peru
DIA 31.08.2015
Nesse dia, partimos de ônibus logo pela manhã, com destino a MORAY, SALINERA DE MARAS e breve passagem por CHINCHERO (duração das 08h45 às 14h).
 
Ruinas de Moray em Cusco/Peru
Moray


Minas de sal de Maras em Cusco/Peru
Minas de sal de Maras em Cusco/Peru
Salineras de Maras

No retorno à Cusco ainda estava em tempo de provarmos as iguarias gastronômicas locais: Chiriuchu cusqueño (composto por algas, cui, grãos de milhos variados, queijo, linguiça e outras carnes frias) acompanhado de um generoso copo de chicha – cerveja artesanal à base de milho e outros cereais, cujo teor alcoólico varia entre 2% e 3%.

Chiriuchu cusqueño / Cusco - Peru
Chiriuchu cusqueño

 

DIA 01/09/2015
Após os passeios desse dia pelo Vale Sagrado dos incas, compreendendo as RUINAS DE PISAC Y MERCADO TÍPICO, URUBAMBA e RUINAS DE OLLANTAYTAMBO, como tomaríamos o trem para Águas Calientes, levamos apenas uma mochila pequena para o pernoite, deixando a bagagem maior no hostel (sem qualquer cobrança).
 
Ruinas de Ollantaytambo - Peru
Ruinas de Ollantaytambo - Peru


Ruinas de Ollantaytambo - Peru


Ruinas de Ollantaytambo - Peru
Ruinas de Ollantaytambo – Peru

Finalizado o roteiro do dia, o guia nos orientou sobre como chegar (caminhando) à estação de trens de OLLANTAYTAMBO, onde às 16h30 seguiríamos viagem com a empresa INCA RAIL.

 
A viagem tem uma vista incrível. A mata densa e as montanhas de picos congelados compõem um cenário único.
 
Para os mais aventureiros, há a possibilidade de fazer o trecho a pé. (avistamos alguns ao longo do caminho).
 
Estação de trem em Ollantaytambo - Peru


Estação de trem em Ollantaytambo - Peru
Estação de trem em Ollantaytambo – Peru

Em Aguas Caliente, um funcionário do hotel Killa Inn nos aguardava na estação e,  após breve caminhada, fomos recepcionados com um chá de coca quentinho, enquanto realizávamos o check in.

 
Importante: Muitos hotéis solicitam o passaporte e o comprovante de entrada no país (emitido num papel à parte pela imigração peruana). Assim, deve-se guardá-lo muito bem, para apresentação nos locais.
 
A vista do quarto deste hotel não poderia ser melhor: uma parede de vidro, permite a contemplação de montanhas e do rio Urubamba que corre logo abaixo da construção.
 
Aproveitamos a noite para conhecer o pequeno vilarejo de Águas Calientes ou Macchu Pichu, e durante o jantar nos assustamos com o tempo – chuvaa!! Porém, os moradores locais logo nos acalmaram informando que todas as noites chove, garantindo que na manhã seguinte o sol estaria radiante, o que de fato ocorreu.
 
Restaurante em Aguas Calientes / Peru
Restaurante em Aguas Calientes/Peru
Passagens e ingressos:
 
As passagens da empresa de ônibus que leva a Machu Picchu podem ser adquiras no dia anterior ou na hora do embarque. No nosso caso, a agência contratada já havia se encarregado disso.
 
As entradas para Machu Picchu, por sua vez, devem ser adquiridas com antecedência pela internet, pois há número limitado de visitantes – 2.500 por dia. O mesmo ocorre com as montanhas em seu interior (opcionais).
 
 = Disponibilidade do Ingresso Machu Picchu – 2.500 pessoas/dia.

    Grupo 01: (07h as 08h) 200 pessoas/dia.
    Grupo 02: (10h as 11h) 200 pessoas/dia.

 = Disponibilidade do Ingresso Machu Picchu +Montanha – 400 pessoas/dia
DIA 02.09.2015
Queríamos ver o nascer do sol em Machu Picchu, assim, optamos por tomar o primeiro ônibus, às 5h30. Após um reforçado café da manhã no hotel, às 4h30, compramos 2 litros de água e abastecemos a mochila com barras de cereal, já advertidos de que na montanha os valores seriam exorbitantes.
 
O trajeto também pode ser feito a pé, mas como iríamos subir a Montanha Machu Picchu, preferimos guardar as energias e quem sabe no retorno…

Como desejado eis os primeiros raios de sol em Machu Picchu!! Sem palavras.
 
Nascer do Sol em Machu Picchu - Peru


Nascer do Sol em Machu Picchu - Peru
Nascer do Sol em Machu Picchu – Peru
 
Muitos grupos se avolumam pelo parque, assim, após a explanação do guia, fizemos mais um reconhecimento e por volta das 10h iniciamos a subida a montanha, opção restante, já que Huayna Picchu não dispunha de ingressos quando compramos as entradas.
 
Lembrando que a subida a montanha Machu Picchu (3.082m de altitude) pode ser feita sem guia e a entrada é somente até às 11h. O percurso é demorado e com trechos muito íngremes. Calçados antiderrapantes e resistente, protetor solar, chapéus e água são itens importantes.
 
Subindo a Montanha Machu Picchu - Peru


Subindo a Montanha Machu Picchu - Peru


Subindo a Montanha Machu Picchu - Peru
Subindo a Montanha Machu Picchu – Peru


Aproximadamente duas horas de subida, toda a água consumida (leve 2 litros por pessoa!!!), chegamos ao topo. A vista das ruínas lá de cima compensa todo o esforço.

 
Mais uma hora de descida e, pra baixo todo santo ajuda!!
 
Topo da Montanha Machu Picchu - Peru
Topo da Montanha Machu Picchu – Peru
Não tínhamos condições físicas de voltar a Águas Calientes caminhando, então antes das 15h pegamos o ônibus de volta e, na cidade, fomos em busca de uma massagem com pedras quentes (super válido e necessário – os músculos agradecem)
 
Às 19h tomamos o trem de volta a Ollantaytambo e de lá uma van nos conduziu de volta a Cusco.
 
 
DIA 03.09.2015
Partimos às 06h30 com destino a Puno (Rodovia 3S). O trajeto, que leva quase o dia todo, conhecido como Rota do Sol, é explorado por várias empresas de turismo. Nós fomos pela Wonder Peru Expedition, cujo ônibus climatizado inclui guia bilíngue e serviço de bordo com bebidas quentes, o que é muito oportuno, já que a temperatura cai conforme nos aproximamos de Puno. No caminho é possível apreciar, além dos picos congelados das montanhas, neve, como ocorreu conosco.
 
Boleto da Wonder Peru Expedition - Peru
Boleto da Wonder Peru Expedition
A Rota do Sol inclui visita ao templo de SAN PEDRO DE ANDAHUAYLILLAS, batizado como “LA CAPILLA SIXTINA DE AMÉRICA”, por sua riqueza de arte colonial e pinturas murais que cobrem paredes, teto e portais.
 
Passamos ainda pela LAGUNA DE WACARPAY e próximo dali, visitamos a cidadela PRE-INCA DE PIKILLACTA, que em quechua significa “CIUDAD DE LAS PULGAS”, centro da cultura Wari, e o pitoresco povoado de ANDAHUAYLILLAS.
 
Em RACCHI, visitamos o SANTUARIO INCA construído pelo inca PACHACÚTEC dedicado ao grande deus Inca WIRACOCHA. Nos arredores do templo há diversas edificações antigas utilizadas como depósitos.
 
No final da tarde chegamos em Puno (3853 m) e, após o check in no Hotel Conde de Lemos, saímos para conhecer os arredores e procurar algum lugar para jantar. A oferta de restaurantes é bastante variada e os preços relativamente baixos (em média 20 soles jantar completo, com entrada, prato principal e sobremesa).
 
Devido ao clima chuvoso na região capa de chuva, roupas, calçados e mochilas impermeáveis são muito úteis.
 
trajeto Cusco a Puno - Peru
trajeto Cusco a Puno – Peru
Acesse o link //goo.gl/maps/EDjgWiMMge42 para ver o trajeto no Google Maps.
 
 
DIA 04/09/2015
Nesse dia iniciamos um passeio de 2 dias e 1 noite pelas ilhas de Uros, Amantani e Taquile, no Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo (3.810m). Os efeitos da altitude são mais acentuados em relação a Cusco.  
 
A bordo de uma embarcação super lenta, lotada de turistas e sem acentos para todos iniciamos as 3 horas de viagem até a ilha de Amantani, onde nos hospedaríamos na casa de uma família. No caminho paramos em uma das ilhas flutuantes de UROS, onde os moradores demonstram como se dá sua construção – toda à base de totora –  falam sobre a vida no lago, e claro, vendem artesanato. Poucos habitantes dessas ilhas falam espanhol, pois predomina idioma chipaya.
 
Ilha de totora no Lago Titicaca - Puno/Peru
Ilha de totora no Lago Titicaca – Puno/Peru
Por volta das 13h desembarcamos na ilha de AMANTANÍ (4120m), onde famílias organizadas nos aguardavam e, após as divisões do grupo iniciamos uma caminhada ilha acima. Apesar da paisagem magnífica, a altitude exigia cada vez mais dos nossos pulmões e a cabeça começava a latejar.
 
Agachada numa cozinha de chão batido a “mama” da casa nos preparou uma sopa de quinoa e cenoura de entrada, além de batatas e queijo branco como prato principal para o almoço. Essas famílias são muito humildes e, contratados por agências locais,“encenam” uma rotina para os turistas.
 
Após breve descanso nos juntamos ao grupo para iniciarmos nossa primeira caminhada acima de 4000m. Seguindo por entre terrenos destinados a culturas de cereais e tubérculos (batatas variadas) fomos conduzidos para as ruínas de dois templos de culto milenar – Pachamama, a 4150m de altitude e Pachatata, a 4120m. 

Desse local onde estávamos é possível ter uma visão ainda mais completa do lago, que mais parece um mar (até na cor e as ondas batendo na praia). Um por do sol sobre o lago Titicaca, acompanhado de um vento geladíssimo, encerrou nosso dia nessa ilha.
 

Jantar e café da manhã nos mesmos moldes do almoço, partimos para ilha de Takile, onde, após uma caminhada e almoço típico a base de peixe e batatas, retornamos a Puno sob forte chuva.

Vista da Ilha de Amantani - Puno/Peru
Praia da Ilha de Amantani – Puno/Peru


Por do Sol na Ilha de Amantani - Puno/Peru
Por do Sol na Ilha de Amantani – Puno/Peru
Do porto de Puno fomos para a rodoviária e, após viajar a noite toda retornamos a Cusco e de lá um táxi até Puerto Maldonado, pois não havia ônibus pela manhã (só a noite). Não retornamos direto de Puno, pois nosso objetivo era pegar um ônibus de Cusco direto para Rio Branco-AC pela empresa Ormeño. Porém, como não há saídas diárias e a empresa (ainda no Brasil) nos informou os dias errados, com o auxílio da Mariela (proprietária da agência Qorianka), um taxi nos levou até Puerto Maldonado, de onde seguimos em uma van até Iñapari.

O objetivo era chegar na imigração peruana antes do fechamento – às 18h, contudo, assim como na ida, a lotação faz muitas paradas e, por 20 minutos, precisamos dormir em Assis Brasil/AC. 


Essa opção se deu em virtude da necessidade de registrar a saída no posto de imigração peruano, uma vez que sua inobservância gera multa diária, cobrada num possível retorno ao país. 
 
Na manhã seguinte contratamos um taxista para retornar à imigração peruana e cabe mencionar que há um acordo entre os brasileiros e peruanos na área de transportes. O táxi que nos levou até a imigração não poderia aguardar para o retorno, o que deve ser feito por um “torito” peruano. Assim, o custo fica um pouco mais alto.
Para completar, após os devidos registros nas imigrações peruana e brasileira, enfrentamos problemas para conseguir retornar até Rio Branco, pois não havia horários de ônibus pela manhã, e os taxistas queriam fechar lotação com 7 pessoas. Nossa salvação foi um taxista de Brasiléia-AC que procurava passageiros pelas ruas e nos levou. Ufa!

Obs. Os postos de imigração, peruano e brasileiro, encerram expediente às 18h e 19h, respectivamente.

Bom, é isso! Esse foi nosso passeio no Peru, lugares lindos, muita história e cultura. Valeu cada minuto! É preparar os pulmões, as pernas e seguir viagem.
 
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